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sábado, 12 de outubro de 2019

GRID - Análise



GRID

Análise




Grid está de volta com o seu estilo onde mistura arcade e simulação. Mas será que consegue ter espaço num género de jogo onde existem grandes colossos?

Em primeiro lugar é preciso saber que GRID tem vários níveis de assistentes ao controlo do carros, mas não é por teremos mais ou menos ajuda que o jogo se torna mais ou menos arcade. Portanto, preparem-se para muita velocidade, derrapagens e choques com os adversários. Pelo meio, podem sempre voltar uns segundos atrás na corrida para refazerem alguma coisa que não estava a correr bem.

GRID apresenta uma boa variedade de carros, em vários géneros diferentes, com alguns carros que raramente vemos em jogos de corridas, mas que acabam por ser divertidos de  conduzir. A variedade das pistas também é interessante, apesar de existirem poucas. As localizações vão desde desertos, passando por cidades, pistas de competição e muitas outras.

Graficamente é um bom jogo, principalmente nos efeitos climatéricos que são brutais nos computadores e consolas mais potentes. A chuva nos vidros está muito boa, a água nas pistas também e gostei dos efeitos de luz e sombras, principalmente quando estamos perto do por do sol, com a luz a encadear os nossos olhos. Ainda na parte gráfica, palmas para p ambiente nas pistas, principalmente as de cidade onde o público está em grande, animado, não estático e a reagir ao que fazemos na pista.

Os modos de jogo não trazem nada de novo, com uma lista de eventos para irmos avançando com géneros diferentes de carros e com a dificuldade a subir. Não é nada de novo, mas acabamos por esquecer essa parte porque a experiência é boa dentro das corridas, com a inteligência artificial a ser agressiva, apesar de por vezes pouco inteligente, mas capaz de criar um bom desafio na maioria das provas se a dificuldade estiver alta.

Ainda dentro de pista, se fizermos algo antidesportivo para com um adversário, ele torna-se nosso nemesis, o que é algo bastante interessante, porque depois ele terá o seu foco em nós, em ficar à nossa frente, ou a tirar-nos da prova, tornando-o mais agressivo, arriscando mais. Ainda mais divertido é quando tornamos o nosso companheiro de equipa num nemesis, porque numa corrida normal podemos trocar estratégias e dar-lhe algumas ordens, mas se for um nemesis, nem responde.

Grid é um jogo divertido, com boa jogabilidade arcade, excelentes efeitos climatéricos e muita diversão. Infelizmente não consegue trazer muita coisa nova, não existe aqui nenhuma surpresa ou revolução, e por isso não consegue ficar ao nível dos grandes colossos do género automóvel. Mas uma coisa é certa, este jogo é viciante, divertido e será um dos grandes jogos do ano para quem goste de condução arcade.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

CONCRETE GENIE - Análise


CONCRETE GENIE

Análise





Concrete Genie tem uma base bastante simples: peguem nos pinceis e pintem as paredes que encontrarem pela frente, completem os desafios e avancem. Parece simples e é, sem nunca ser aborrecido num jogo que demora entre 6 a 8 horas para ser terminado. Mas na realidade é muito mais do que isso, e tal nota-se pelo facto de ficarmos a desenhar durante muito mais tempo do que aquele que é preciso para completarmos um desafio. O fixe deste jogo é vermos até onde vai a nossa criatividade, quase sem pensarmos no que temos de fazer para avançar. Avançar é apenas a consequência de libertarmos a nossa criatividade num jogo que nos dá exactamente isso, criatividade artística, algo que sinceramente, não tenho muito.

Vamos lá olhar para a historia. O nosso personagem principal é um rapaz que sobre de bullying e que tem um pincel mágico com o qual dá vida a um dos seus desenhos, um pequeno monstro que rapidamente começamos a gostar. É uma narrativa simples, com alguns clichés principalmente nas personagens secundárias, mas que aos pouco se torna mais complexa e madura, não só pelas notícias que vamos encontrando e que aprofundam a história, mas também pelas mensagens aqui deixadas e que servem tanto para miúdos como adultos. 

Agora, olhando para a jogabilidade até que ponto uma pessoa como eu, sem qualquer capacidade para desenhar, pode apreciar este jogo? Bem, porque é mesmo muito fácil. Em primeiro lugar é preciso perceber que enquanto vamos coleccionando esboços feitos pelo nosso personagem e que estão espalhados pela cidade, vamos ganhando novas opções para desenhar. Depois é só escolher, indicar o local onde queremos desenhar e já está. O resultado é excelente, até pela forma como o jogo junta os nossos desenhos de forma a ficar tudo bonito e com sentido. Para isto, muito se usa o painel de touch do comando da PS4. Na verdade, acho que é a primeira vez que ele faz mesmo sentido de existir, o que diz muito deste jogo, que consegue algo que muito poucos conseguiram. 

Depois é ir pintando e avançando, sem que o jogo avalie o que pintamos. É indiferente o que pintamos, o que desenhamos, desde que esteja pintado. Quando mais pintarmos, mais áreas da cidade vamos abrir. A liberdade é total para colorirmos cada parede como quisermos. Simples, rápido e como já disse, viciante, porque mesmo depois de estar completo, eu ficava a pintar um pouco mais, a deixar mais detalhes como se fosse um viciado naquilo ou se achasse que mais alguém poderia ver o que estive a fazer. Claro que depois é só usar o modo de fotografia e partilhar com outros jogadores.

Em alguns desafios teremos de criar mais monstros, ou mais génios que é como eles se chamam. E mesmo que não precisem, podem criá-los a verem como o jogo os anima com movimentos espetaculares. Eles são a nossa companhia e faz todo o sentido estarem ao nosso lado, como se fosse os amigos imaginários do rapaz Ash que controlamos.

Depois, quando não se esperava tal coisa, o jogo transforma-se e começamos a ter algumas lutas pelo meio, o que me agradou, principalmente pela coragem que é mudar o foco principal de um jogo durante algum tempo. É verdade que as lutas nunca estão ao nível da construção artística que o oferece durante a maioria do tempo e a jogabilidade não é tão boa, mas gostei bastante de ver que o jogo também estava a evoluir para algo mais.

Mas o foco será sempre a pintura, e é incrível como fiquei mais tempo do que o necessário para avançar. O meu foco não era avançar, era melhorar o que estava a fazer. O jogo é simples e fácil, e alguns poderão não gostar de tão pouca dificuldade, mas é porque a grande dificuldade não vem do jogo, vem de nós, de fazermos sempre algo melhor, mais bonito, com mais significado. Todos os outros aspetos não são assim tão importantes. A banda sonora é boa, o trabalho de vozes é normal, mas o design e os visuais são cheios de luz e cores, principalmente na PS4 Pro. 

Resumidamente, não é um jogo para todos, não irá agradar a todos, talvez seja um jogo de extremos, adorado por uns e que levará outros a fugir, mas uma coisa é certa, é um jogo diferente, original e que é uma das grandes surpresas do ano pela forma como nos agarra de forma tão fácil para fazer algo que parece tão simples mas também tão complexo.





Sem vírus. www.avg.com

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Control - Análise


CONTROL

Análise


Aqui está a minha opinião ao novo jogo Control, analisado numa PS4 Pro!



Control é daquele tipo de jogos que nos faz ter perguntas logo a partir do primeiro minuto. Durante o jogo iremos ter muitas respostas, mas não todas, até porque algumas criam novas perguntas.

Control é um jogo tenso, negro, com diálogos inteligentes, raramente com momentos mais leves.
A exploração em Control é essencial, principalmente porque o jogo não é linear e por vezes fará sentido passar pelos mesmos locais, encontrar outros caminhos, outros momentos de historia, aumentar a nossa investigação com novas pistas.

O mapa falha um pouco porque se existirem locais com vários andares, é difícil por vezes perceber bem onde estamos, o que também não ajuda para percebermos se já estivemos num certo local ou não.

No entanto, o design do jogo e a sinalização dos locais, ajuda bastante a não nos perdermos. A forma como o jogo cria uma historia que tenta misturar ficção com realidade é um dos trunfos e que vai melhorando aos poucos. Claro que muito não vai ser explicado, mas o jogo está muito bem construído nesse aspeto, com várias historias que se misturam, com sentido e coerência, levando o jogador a preocupar-se com as personagens.

O jogo passa-se num mistura de dois universos, onde teremos de atuar de forma diferente, um mais para descobrir e investigar, outro mais para sobreviver. E é aqui que entra o combate, uma das partes mais viciantes do jogo.
Existem poucos inimigos diferentes, o que quer dizer que a estratégia poderia ser repetitiva, mas a inteligência artificial dos inimigos está muito boa, criando uma necessidade de variedade de estratégia que aumenta ainda mais com grande variedade de cenários que iremos usar de forma constante. Entre poderes mentais para atirar objetos e armas que se transformam, este é um jogo de luta intensa e que raramente se repete. pelo meio, muitas explosões e efeitos visuais durante as batalhas.

A nossa arma pode ser melhorada com o que vamos encontrando no jogo enquanto os nossos poderes aumentam em certos momentos da historia. O jogo oferece um inventário pequeno, por isso terão de pensar bem no que querem carregar e no que querem evoluir nas armas, aumentando o planeamento e estratégia a longo prazo.

É preciso estarmos protegidos, encontrarmos locais de cobertura e ter combates à distancia, ou de outra forma morremos.
Em termos gráficos este é um bom jogo sem ser uma maravilha para os olhos. Os cenários são o trunfo da parte gráfica, com um design apelativo e diferente, com muita originalidade. As faces dos personagens estão bem criadas sem serem fantásticas e os movimentos faciais podiam estar melhores mas não falham. É um jogo claramente acima da média com tudo o que vai acontecendo durante os combate e só é pena as quebras de frame rate durante os combates mais intensos que acontecem nas consolas, mesmo as mais poderosas. Precisarão, provavelmente, de um pc de topo para não terem estas quebras

Ao fim de umas 18 horas a historia chega ao fim, mas existem muitas side quests para fazerem e muitas delas são importantes para a compreensão do mundo e de algumas personagens. Tempo ainda para mencionar o trabalho de vozes que está muito bom, tal como uma banda sonora que cria um bom ambiente.

Control é um jogo que demora um bocado a arrancar. No inicio a historia não parece fantástica, mas aos poucos o jogo revela-se, criando um suspense que irá perdurar até ao fim. É um jogo intenso, sempre num ambiente pesado, negro, onde sentimos que nos está a falhar alguma coisa, algo nos está a mentir, há algo que não encontrámos e que faz falta para percebermos algo. E tudo isto está bem feito, tornando-o viciante, mas também uma experiência que será diferente para cada jogador, porque sem as pistas todas, não perceberão todas as ligações.

O combate é intenso, a historia muito bem escrita e adorei o suspense e as pistas que vão aumentando. Apesar de algumas falhas que vamos encontrando, a verdade é que adorei este jogo. Cada momento foi intenso e divertido. É um jogo para jogar e voltar a jogar, encontrar novas pistas. É um jogo para falarmos com os nossos amigos que também o jogaram e que encontramos pistas diferentes. É, acima de tudo, o jogo a ser jogado por quem gostar deste género, e um dos melhores jogos da Remedy.



quinta-feira, 4 de julho de 2019

F1 2019 - Análise


F1 2019 - Análise





Se olharmos para a História dos videojogos, Gran Turismo, Forza e Project Cars têm dominado nos últimos anos em termos de qualidade, com outros jogos a um bocado abaixo, quer sejam os jogos de rallys, entre outros. Mas também é verdade que a Codemaster tem tornado a série F1 num grande êxito e num nome a ter em conta. Será que o F1 2019 consegue chegar ao topo?

O grande trunfo do jogo é o modo carreira onde irão passar grande parte do tempo. Depois de criarem o vosso avatar, começam na F2, onde terão uma história entre algumas personagens, uns serão amigos, outros grandes rivais, e terão de avançar por corridas e por cenários preparados que nos levarão a cumprir objetivos ou a ultrapassar certas dificuldades, sejam elas, terem um problema no carro ou algo que acontece na pista. Para além disso, o que fizerem nas pistas e a forma como agem ou aceitam ou não as ordens da equipa, irá ajudar ou prejudica a relação com o vosso colega de equipa.

A isto junta-se o facto de serem entrevistados e as vossas resposta realmente contarem para algo, com algumas opções a ficarem possiveis, ou não, consoante as vossas respostas e quanto isso ajudará a que sejam respeitados, adorados ou odiados. 

Após terminarem o campeonato F2, tudo irá contar para terem um contrato para a F1. Consoante as vossas respostas, a performance em psita e como se dão com o vosso colega de equipa ou rivais, levará a que certos contratos apareçam, e outros não. Os contratos serão diferentes de dependendo da equipa e terão de perceber onde se encaixa o que vocês querem e conseguirão alcançar.

E é aqui que isto se torna bruto. O jogo está mesmo muito bom. Conduzir estes F1 é um grande prazer e logo no início percebemos que o controlo dos carros está muito melhor, quer seja num comando, ou num volante. Eu usei um dualshock e foi uma boa experiência, e quando passei para o Logitech G29 isto ganhou uma qualidade bruta. 

A seguir percebemos como a inteligência artificial mudou, estando mais agressiva, mas, principalmente, mais inteligente e capaz de se adaptar ao que fazemos, sempre com o objetivo de ficarem À nossa frente e não destruírem o carro. 

Outro aspeto que melhorou foi os danos nos carros. Aqui podem escolher uma opção mais leve ou algo mais realista, e aqui é mesmo muito parecido com a realidade. Outro aspeto bastante real é a capacidade de irmos a um detalhe brutal para afinar o carro, e a verdade é que faz diferença, podemos melhorar ou pior ligeiramente a nossa performance, o que para condutores de topo, será muito importante.

No modo carreira estarão até um máximo de dez temporadas, por isso preparem-se para muitas transferência entre pilotos, e até pilotos novos. Com estas mudanças, cada temporada pode ser diferente, com desafios inesperados.

Claro que existem outros modos, modos de campeonatos, time atack, mas confesso que o que me despertou mais a atenção foram os desafios criados entre Ayrton Senna e Alain Prost, onde iremos jogar desafios baseados em acontecimentos reais e a verdade é que são muito desafiantes.

Pelo meio, muitos carros, com vários clássicos a aparecerem em cena para serem usados em alguns modos e aidna temos os modos online, com várias ligas criadas por jogadores, eventos semanais ou mensais e muito mais.

Em termos técnicos, F1 2019 é um jogo de altos e baixos. O som está muito bom, apesar de não estar ao nível de Gran Turismo Sport ou Project Cars, e graficamente algumas pistas estão melhores que outras, e o memso pode-se dizer dos carros. É um jogo acima da média graficamente, mas não consegue chegar a Forza, Project Cars ou Gran Turismo no detalhe, nas sombras ou nos brilhos que carros e pistas proporcionam.

F1 2019 é facilmente o melhor jogo F1 de sempre. É o mais completo, o mais desafiante e aquele que oferece a experiência mais realista e intensa dentro de pista. É o jogo a abater por qualquer um que queira fazer um jogo de F1 e é o jogo a ter por quem adorar esta modalidade. Que o jogo ia ser bom já se sabia, mas é verdade que superou as minhas expectativas. Pode não chegar ao pódio dos jogos de corridas, mas está lá perto.


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Crash Team Racing Nitro-Fueled - Análise



Crash Team Racing Nitro-Fueled - Análise




Crash Team Racing existe há umas duas décadas e apesar de ter bons jogos, sempre viveu um bocado na sombra do Super Mario Karts. A criatividade dos jogos do Super Mario é inegável mas o nosso Crash Bandicoot sempre conseguiu algum espaço, sendo a grande referência deste género de jogos na Playstation.

Este Crash começa logo a abrir, sem grandes tutoriais, sem explicar muito mas ficamos a perceber, tal como se esperava, que temos umas corridas para fazer, se ganharmos vamos ganhando pontos, troféus e chaves para abrir as corridas seguintes.

Algumas corridas são muito divertidas, algumas são frustrantes, mas na esmagadora maioria do tempo a diversão está garantida.

Começando pela parte visual, é exatamente o que se esperava. Muita cor, luzes, sombras, tudo num estilo muito Crash Bandicoot. A isso juntam-se muitas e muitas possibilidades de alterarmos visualmente o nosso carro, mas o destaque vai mesmo para a diversidade das 31 corridas que temos pela frente, pelas armadilhas que apresentam e que se fundem muito bem com uma inteligência artificial agressiva e competente, que me espantou.

Na jogabilidade tentei nas primeiras horas ver até que ponto este é um jogo dependente dos drifts do carro para ganharmos velocidade, e a verdade é que sem o deslizar, não chegamos lá. Temos de saber deslizar nos momentos certos e de acionar os turbos nos momentos certos para conseguirmos até 3 turbos de seguida. O jogo é bastante rápido, mais rápido do que a concorrência de jogos de karts e nas corridas finais há mesmo muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Pelo meio, muitos items para apanharmos e usarmos contra os nossos adversários, tudo isto sempre com grande detalhe para tudo parecer que saiu de um jogo do Crash.

Podendo jogar até 4 jogadores na mesma consola, este é um jogo brutalmente divertido, mas o facto de ser mais difícil do que outros jogos de karts, obriga a que os nossos amigos tenham primeiro de aprender como jogar em vez de se limitarem a depender de items apanhados.

Tal como se esperava, é um jogo focado em jogarmos com amigos, mas a campanha foi uma agradável surpresa que nos leva por vários mundos com uma história simples o suficiente para estarmos completamente focados nas corridas e personagens.

Após várias horas de jogo o que senti é que este jogo não é dos jogos mais divertidos do ano porque a sua dificuldade por vezes é incoerente, mas de resto é brutal. Houve várias ocasiões em que tinha uma vantagem enorme para o segundo classificado e de repente ele estava à minha frente quando estava a chegar à reta da meta. Nem percebia como é que ele lá chegava. Paece que o jogo está programado para nos dar luta sempre na fase final, independentemente do que acontece durante a corrida, quer tenhamos muita vantagem ou não.

Ainda nos vários modos de corridas possíveis, temos um time attack, um modo em que temos de colecionar cristais ou letras, entre outras coisas. Diversão não vai faltar, mas por vezes vai ser frustrante. Claro que se estiverem a jogar contra amigos ou outras pessoas, esta frustração não vai existir. Sem quebras, bastante rápido e com alguma estratégia à mistura, este jogo é melhor do que eu esperava. Se gostam deste género de jogos, se procuram um desafio interessante e se têm uma Playstation 4, então é provavelmente a melhor opção que têm juntamente com o último Sonic Team Racing. A grande mascote da Sony continua em grande!


NOTA: 8




sábado, 22 de junho de 2019

Total War: Three Kingdoms - Análise



Total War: Three Kingdoms - Análise





Total War: Three Kingdoms é um dos poucos jogos de estratégia por turnos que consegue desafiar-nos a cada instante, e é isso que o torna tão bom, mas não só. Vamos lá ver bem isto ao pormenor.

Este jogo foca-se bastante no sistema de personagens, que é mesmo muito bom, sendo a base para praticamente tudo o que o jogo tem para oferecer. Desde logo salta à vista o excelente design do jogo, quer no mapa quer na construção de algumas personagens principais, com destaque para os generais. O detalhe no grafismo nota-se facilmente, ajudando a que o ambiente do jogo seja muito mais realista, quer nos mapas, cidades ou generais. O mapa, bastante grade e atrativo é onde iremos passar a maioria do nosso tempo e a sua construção está muito bem conseguida, ajudando a criar grandes lances de estratégia durante o jogo graças À sua variedade. Ainda na parte grafica, pena os soldados não terem grande variedade grafica. 

Total War Three Kingdoms tem dois modos de jogo na sua campanha. Num os generais são soldados normais, que lideram soldados que demoram a responder e que por vezes não fazem o que queremos. Noutro modo, o modo Romance, os generais são brutalmente poderosos, verdadeiras lendas onde os seus feitos são aumentados e as suas capacidades quase divinas. Aqui os soldados são muito mais fieis a tudo o que ordenamos e é bastante difícil um general morrer, ocorrendo várias batalhas entre dois generais inimigos e que são os momentos que podem mudar uma batalha para sempre. 

Neste modo romance, o foco está em algumas personagens com grande poder e influência, mas qualquer que seja o modo, a política, influencias e poder está sempre presente. Explorar as características de cada clã é fundamental e temos de criar exércitos consoante essas caracteristicas dos generais. Cada general tem os seus trunfos, quer seja discurso, estratégia, força, coragem, etc, e todos esses fatores influenciam as tropas, a forma como lutam, como aguentam o inimigo, como atacam ou defendem. 

Outro aspeto itneressante é a forma como os generais dos nossos exércitos se dão. Terão de ter atenção às relações entre eles, que podem mudar com o tempo. Com isso, dois amigos generais farão maravilhas num campo de batalha, se forem inimigos pode correr mal e as coisas nunca irão funcionar tão bem. Para além disso, existe também toda uma parte politica em que estas personagens podem querer algo mais, e vocês terão de decidir se lhes dão tal coisa ou não. muita vezes querem cargos mais altos, e nem sempre podemos aceder. é rpeciso manter um bom equilibrio.

É esta tendência de politica e corrupção que torna o jogo num desafio constante. A isto junta-se o facto de a inteligência artificial ser bastante agressiva. Esqueçam as batalhas simuladas. Aqui é preciso combater, sermos inteligentes e preparados para qualquer surpresa, quer seja interna ou externa. 

Com uma boa banda sonora que ajuda a criar um bom ambiente durante centenas de turnos e lutas, é também preciso salientar que em termos de performance é o melhor jogo da saga. Raramente quebra e apenas em batalhas mesmo épicas é que vemos algum arrastar caso os exércitos sejam muito grandes ou as cidades muito complexas, mas, neste aspeto é muito melhor do que qualquer Total War anterior.

Total War Three Kingdoms é um novo marco nos jogos de estratégia por turnos. A campanha é o grande trunfo, com reviravoltas bem pensadas, uma campanha inteligente, muito focada em personagens e nas pessoas, com ambições e medos. É por isso um jogo mais realista, principalmente fora do campo de batalha. É uma estratégia mais política e psicológica que faz a diferença e que futuros Total Wars deverão acompanhar. 


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Blood and Truth - Análise - Grande jogo para o PSVR


Blood and Truth - Análise 

Grande jogo para o PSVR




Blood and Truth é um jogo de realidade virtual que poderá ter passado ao lado de muita gente nos últimos dias, mas a verdade é que surpreende e muito!

Blood and Truth mais parece um filme de gangsters britânicos aos tiros com muitas traições e conspirações pelo caminho enquanto andamos a disparar por todo o lado. Sim, o foco é andarmos com o nosso VR na cabeça, os comandos Move nas mãos e disparar à bruta, mas pelo menos também usaremos os Move para outras coisas, como abrir fechaduras, subir escadas, posicionar explosivos.

Este é um jogo que raramente nos deixa descansar. É verdade que existem momento de história, com diálogos e outras coisas, mas a maioria do tempo estamos em ação e tudo aquilo que fazemos ajuda a criar um ambiente que nos faz sentir que estamos ali, que estamos dentro daquele filme. Quer seja a carregar, a disparar ou a fazer outra coisa qualquer, o jogo leva-me a esquecer o que está à minha volta. Algumas pessoas até podem passar perto de mim e começarem a rir com as figuras que provavelmente estarei a fazer, mas que interessa? O que jogo a ser demasiado divertido para me preocupar! coloquem um bons phones e a diversão será brutalmente imersiva.

Mas claro que nem tudo é fantástico. Por vezes o jogo deixa de conseguir identificar os nossos comandos Move, o que tendo em conta tudo o que estamos a fazer com eles, desde disparar, a carregar, tudo bastante rápido, até que se percebe que possam existir falhas. O problema é que uma falha destas é quase sempre fatal devido ao desafio constante que o jogo cria. Se deixarmos de conseguir disparar durante uns segundos, provavelmente estamos mortos. Ainda nas componentes técnicas, este é um jogo que se porta bem graficamente, os efeitos sonoros são bons e o trabalho de vozes também, conseguindo melhorar o ambiente. Preparem-se para tiroteios intensos e que, com um bom sistema de som, vos farão acelerar o coração!

Outro aspeto que apreciei bastante foi a realização das cenas. Por vezes o controlo do nosso personagem salta entre momentos para percebermos algo que não era para percebermos antes, entre outras coisas. O jogo tenta nunca nos revelar tudo para termos de continuar enquanto temos algumas dúvidas sobre o que estará realmente a acontecer. Tudo isto torna o jogo ainda mais viciante. É verdade que por vezes a história é previsível, mas o elenco de atores funciona bastante bem em todos os momentos, até com alguns bastante cómicos para desanuviar a tensão.

Após umas 6 ou 7 horas de jogo o que senti é que a história é interessante, com bons momentos, nunca sendo um ponto negativo, mas o que interessa é a enorme diversão que este jogo oferece. E dizer isto é um grande elogio ao jogo. E claro que tudo melhora quando começamos a ter armas mais poderosas! Aliás, este é um jogo em que recursos raramente faltam, por isso armas e balas existem com fartura. Durante as várias missões, destaque também para os cenários, com os quais podemos interagir, e que são diversificados. Edifícios abandonados, ruas, casinos, túneis, e muito mais... todos eles feito de forma a que por vezes sejamos surpreendidos, mesmo tendo em conta que a inteligência artificial não é as melhores.

Já existem outros jogos VR, como Doom que tentaram oferecer adrenalina e diversão num shooter, mas Blood and Truth é muito melhor, sendo uma das grandes surpresas do ano. Confesso que quando comecei a jogar não estava à espera de um jogo tão divertido. Pode não ser o melhor jogo VR, porque esse lugar é de Astro Bot, mas este é daqueles jogos que faz as pessoas comprarem VRs, e quem experimentar quererá ficar muitas horas aqui, e mesmo depois de acabem o jogo, podem sempre repetir, avançar por outros caminhos, fazerem time atacks e muito mais. sinceramente, uma verdadeira surpresa e totalmente aconselhado a quem tem um VR.


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Sonic Team Racing - Análise em português



Sonic Team Racing - Análise



Preparados para acelerar em Sonic Team Racing? Desde criança que sou um grande fã de sonic. ainda hoje adoro jogar os primeiros sonics da Mega Drive, mas aos poucos o ouriço azul foi perdendo fulgor e ficou apenas a nostalgia. contudo, nosúltimos anos, sonic regressou em força, com Sonic Mania e Sonic Generations a mascote da Sega regressou ao 2D e foi fantástico. 
Agora sonic regressa aos jogos de corridas, muito ao estilo de Mario Karts e traz um sistema de equipa bastante inovador, mas já lá vamos!

Sonic Team Racing é um jogo cheio de pistas muito variadas, com muita coisa a acontecer num mundo cheio de cor e luzes. Esqueçam a história, porque sinceramente não interessa para muito. O foco está nas pistas, nas corridas e na velocidade que são a imagem de marca do Sonic. Este é um jogo que na maioria do tempo o jogo leva-nos a tentar ganhar velocidade, quer seja a deslizar para ganhar boost, ou passar por cima das setas das pistas que nos aceleram, ou até a andar atrás do cone de vento dos adversários ou colegas de equipa.

No entanto, este não é apenas um jogo de corridas normal. é um jogo que obriga a um brutal trabalho de equipa para termos sucesso. O que os nossos colegas de equipa fazem ajuda-nos a acelerar, principalmente se fizermos as mesmas trajetórias, como se fosse sincronizado. Tudo isto faz muita diferença quando a dificuldade começa a aumentar.

Em termos de objetos nas pistas, não inova muito, com as habituais bombas e armadilhas para nos desviarmos ou armas e projecteis para colecionar e usar. Pelo meio podem trocar coisas com membros da equipa, o que torna tudo mais viciante e obriga-nos a olhar para algo mais do que apenas a pista e as trajetórias.

Por tudo isto, e pelo efeito que tem noutros membros da equipa o que vamos fazendo, o jogo torna-se diferente, viciante e estratégico, mas perde a possibilidade de dar a cada personagem poderes individuais. O que podemos fazer com uma, podemos fazer com qualquer personagem, o que é pena. Gostava de ver aqui alguma variedade. 

Os carros podem ser customizados à bruta, tanto pintura, peças, habilidades, etc... Preparem-se para colecionar muita coisa para utilizarem nos vossos carros. 

Graficamente é um jogo que raramente tem quebras, cheio de cores e luzes, a banda sonora faz o seu papel e a jogabilidade é boa, principalmente na precisão que exige para deslizarmos de forma eficiente para não abrandarmos e ganharmos boost ao mesmo tempo.
Infelizmente o trabalho de vozes é mau mas não tem impacto no jogo porque a história é completamente secundária.

As pistas são do melhor que há, com grandes desafios pela frente e um planeamento que nos leva a acelerar. Curvas, saltos, loops, aqui há de tudo para que nada seja monótono e a verdade é que acabamos por repetir algumas provas para colecionarmos coisas novas para os nossos carros.

Como é óbvio, este não é um jogo para se jogar apenas sozinho, mas sim com amigos. Tanto o co-op como o multiplayer funcionam bastante bem para corridas 3 vs 3, com destaque para o  facto de na componente online as corridas começarem rapidamente.

Globalmente este Sonic é viciante e agradará aos fãs do género, principalmente à malta mais jovem. É um jogo que arrisca pouco, apesar de ter um sistema de equipas muito interessante.


sábado, 23 de junho de 2018

VAMPYR - Análise

Developer:Dontnod

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow



Vampyr leva-nos até Londres durante a Primeira Guerra Mundial e aqui teremos de ajudar pessoas e também sobreviver, num enredo em que as nossas escolhas são o mais importante.

Vampyr é, na sua essência, um jogo simples. Passado durante a Primeira Guerra Mundial, o nosso personagem é um médico que vagueia pelas ruas de Londres. O problema, tal como se pode deduzir pelo nome do jogo, é a sua condição, que nos levará a enfrentar escolhas complicadas.



Comecemos pela parte gráfica. Vampyr não é um portento, nem tenta ser. Sendo um RPG numa cidade bastante vasta, o jogo foca-se no design de Londres, que está fantástico. Apesar de a qualidade gráfica não ser de topo, a construção de cada cenário está mesmo muito boa, com grande variedade, construídos de forma consistente e com pormenores que fazem a diferença. É fácil sentirmos que aquele mundo é real.

Em termos sonoros este é um jogo muito bem conseguido, com um bom trabalho de vozes tanto nas personagens principais como secundárias. A isso junta-se uma banda sonora envolvente e que consegue melhorar bastante o ambiente claustrofóbico e nublado de todo o enredo. É como se todo o jogo fosse passado num nevoeiro criado para nos dar uma constante sensação de perigo.



No enredo temos um dos pontos mais fortes, porque a quantidade de caminhos é realmente grande. A história demora a arrancar, com um início mais lento e que serve para criar um base consistente. No entanto, aos poucos o enredo começa a arrancar e começamos a perceber o quanto as nossas decisões mudam o que acontece a seguir. As nossas opção em diálogos são mesmo muitas e com as nossas decisões iremos abrir ou fechar portas, bloqueando missões ou abrindo outras, algo que se percebe melhor quando jogamos uma segunda vez o enredo do início.

Na fase mais final o enredo perde algum foco com diálogos menos consistentes, mas no global este é um enredo muito interessante e que será sempre diferente a cada vez que jogarmos, principalmente porque as nossas decisões bloqueiam caminhos que não poderemos voltar a abrir.



No entanto, este jogo tem como foco a sua jogabilidade, pois é ela que aqui tudo junta, e porquê? Porque enquanto jogamos iremos tomar decisões que farão a diferença. Vejam este exemplo: sempre que precisarmos de um boost nas nossas capacidades, só teremos de morder e matar uma pessoa e com isso o nosso caminho estará facilitado nas próximas lutas. O problema é que ao matarmos alguém nunca iremos saber que missões deixarão de existir, ou que atitudes terão outras personagens no futuro. E é nesta constante dúvida que o jogo nos tenta colocar, o de avançar facilmente mas com opções a serem alteradas ou bloqueadas, ou a termos uma atitude pacifista mas mais difícil. Em termos teóricos a ideia está muito bem pensada, mas falha um pouco porque o jogo nunca é difícil o suficiente para que esta escolha seja realmente algo que cause o peso psicológico que deveria ter. Se o jogo fosse mais difícil teríamos aqui vários momentos de indecisão, mas a verdade é que muito raramente senti dificuldades em avançar num combate globalmente fácil e algo previsível.

Globalmente, Vampyr surpreendeu-me pelo seu enredo, design e quantidade enorme de caminhos que os diálogos proporcionam. No entanto falha noutros aspetos, como a jogabilidade. Se este jogo fosse mais difícil, teríamos aqui uma experiência muito interessante mesmo. No entanto, se este é o vosso género e se gostam de jogos baseados no enredo, então é um jogo a experimentar.



Jogabilidade - 75
Gráficos - 77
Som - 83

Enredo - 80

NOTA FINAL - 73

Luís Pinto

quinta-feira, 7 de junho de 2018

SEGA MEGA DRIVE CLASSICS - Análise

Developer: Sega

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow



A Sega juntou mais de 50 jogos num único disco! É meia centena de grandes jogos da fantástica Mega Drive para recordarmos a consola de maior sucesso da Sega.

Se, tal como eu, passaram a vossa infância a jogar Mega Drive, então esta coleção é para vocês. A Sega juntou cinquenta e três jogos, adicionou multiplayer e opção online a alguns, adaptou os gráficos para HD e o resultado é algo obrigatório por apenas 30 euros, mas vamos por partes!



Primeiro temos de aplaudir a escolha de alguns títulos aqui presentes, como Sonic 1 e 2, Revenge of the Shinobi, Street of Rage, Comic Zone, Shining Force e vários Phantasy Star, entre muitos outros. Com vários géneros misturados, esta coleção tenta agradar a vários géneros de jogadores, pois temos aqui puzzles, plataformas, ação, RPGs, etc... De assinalar ainda que os jogos arrancam de forma bastante rápida, tal como se pedia.

Contudo, faltam alguns jogos obrigatórios, como Contra, Castlevania ou Alladin, uns dos melhores jogos da Mega Drive. Estes jogos deixam saudades mas percebe-se que não estejam aqui por questões de direitos dos jogos. No entanto, estranha-se mesmo muito que Sonic 3, Ecco The Dolphin e Sonic and Knuckles não estejam presentes. Uma falha grave!



As adições são interessantes, com destaque para o multiplayer em alguns jogos, como por exemplo Golden Axe e que tornam a experiência bastante interessante. Apesar de tudo, para mim a melhor adição são mesmo os Desafios. Aqui teremos de alcançar um objetivo num determinado jogo, numa determinada situação, quer seja acabar um nível com muito pouca vida, terminar um jogo sem usar continues, ou alcançar um certo número de pontos num jogo em que começamos numa situação bastante complicada. Pelo meio, acabaremos por descobrir muita coisa que nem sabíamos existir dentro destes jogos. Claro que todas estas adições podem não parecer nada de extraordinário, e depois de as completarmos não voltaremos a tentar, mas com mais de cinquenta jogos, para os jogarem a todos terão pela frente muitos e muitas horas. Facilmente estamos aqui 50 ou 60 horas a jogar e ainda ficará muito para se fazer, até porque alguns jogos, principalmente os RPGs, são longos.

Globalmente esta é uma coleção que agradará aos fãs da Mega Drive. As melhorias de som e gráficos são óbvias mas não é por aí que está o triunfo deste disco. O trunfo está em oferecer mais de cinquenta jogos que marcaram a nossa infância. E só não estamos perante algo verdadeiramente definitivo porque faltam aqui 5 ou 6 jogos que estão entre os melhores que esta consola teve. Se têm saudades da vossa Mega Drive e querem jogar estes jogos numa grande tv HD, então do que estão à espera?



Jogabilidade - 82
Gráficos - 70
Som - 81

Conteúdos - 90

NOTA FINAL - 80

Luís Pinto