sexta-feira, 3 de novembro de 2017

ASSASSIN'S CREED ORIGINS - Análise

Editora: Polyphony Digital

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow



Assassin’s Creed está de volta, agora com Origins, para nos mostrar como tudo começou. Valerá a pena visitar o Antigo Egipto?

Aqui está a análise em Vídeo!





Em termos gráficos, Origins é o melhor Assassin’s até hoje, tal como se pedia. Rapidamente percebemos como o detalhe no design de cada cidade está  a um nível altíssimo. Existe uma atenção ao detalhe que torna este no melhor da série, com muitos cenários cheios de vida e alterações climatéricas interessantes. Em termos de texturas, o jogo comporta-se muito bem. Testei-o numa PS4 Pro e existem poucas quebras, principalmente depois da atualização lançada. Existem alguns bugs gráficos, como uma ou outra personagem a trespassar algo, mas que é compreensível neste género de mundos. Os efeitos de luz e sombras estão bem conseguidos e as cuts-scenes funcionam bem, sendo, globalmente, um jogo com um bom nível gráfico e que nos vezes nos espanta com a sensação de imensidão. Escalem uma pirâmide e perceberão do que falo.





Em termos sonoros é um jogo competente, com um bom trabalho de vozes e uma banda sonora que ajuda ao ambiente e que se ajusta muito bem ao que vai acontecendo.
Na história, Origins é bastante cativante e apresenta alguns momentos marcantes, mesmo não conseguindo ter o mesmo impacto que outros jogos da série tiveram, mas sendo, provavelmente, o melhor enredo da série nos últimos anos, com muita intriga e algumas reviravoltas interessantes. Origins é um jogo que se foca bastante nas questões raciais, na escravidão e nas forças que surgem em sociedades com tanta diferença de riqueza ou oportunidades. E é nessa base que o enredo se desenvolve, levando-nos a criar uma ligações emocional com algumas personagens, principalmente em alguns momentos mais emotivos e onde o enredo se torna mais adulto.



Na jogabilidade temos uma boa evolução em relação aos jogos anteriores. No entanto apresenta algumas falhas. Origins é muito mais RPG do que jogos anteriores da série, limitando-nos o avanço em alguns momentos porque certas missões são apenas aconselhadas para um nível de experiência que por vezes é quase impossível ter quando se tornam disponíveis.
O sistema de combate recebeu algumas alterações que melhoram o combate um a um, principalmente o stealth, mas que torna mais complexo quando lutamos contra vários, o que até, em certo ponto, torna o jogo mais realista, porque  a confusão é grande em alguns momentos e acabamos mortos. O jogo tem ainda muito para colecionar, não só artefactos mas também armas e armaduras, mesmo tendo em conta que a maioria pouco traz de novo ao jogo. Pelo meio algumas micro transações que facilitam o jogo, mas não senti necessidade de as fazer.
Assassin’s Creed Origins é um jogo que me agradou bastante pelo ambiente que tem. Os cenários são fantásticos, diversificados e bem construídos. As batalhas navais estão boas, as viagens pelo deserto são fantásticas, e nada se compara a visitar uma pirâmide e explorar os seus segredos.
Se são fãs da série ou se adoram o antigo Egipto, então este é um jogo a ter, mesmo com todos os seus defeitos.


Jogabilidade - 84
Gráficos - 88
Som - 87
Enredo - 81
NOTA FINAL - 84



Luís Pinto


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Passatempo: PES 2018 - Vencedor


PASSATEMPO

PES 2018

Vencedor!




Chegou ao fim este passatempo em que iremos oferecer um PES 2018 para PS4!

A todos os que participaram o nosso muito obrigado. Esta é a nossa forma de ajudar o blog a ganhar visibilidade mas também é a forma de agradecer aos que nos seguem!

Teremos novos passatempos nos próximos dias, por isso estejam atentos!

E o vencedor é:

Sérgio Oliveira

Parabéns ao vencedor!

Estejam atentos, temos novo passatempo nos próximos dias! 

 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

SHADOW OF WAR



Editora: Warner Bros

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System


PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU


Mobile:
  • LAIQ Glow




Depois do enorme sucesso de Shadow of Mordor, chegou o momento de testar Shadow of War e ver se consegue estar ao nível do seu antecessor.

A verdade é que consegue, mas vamos por partes. Shadow of War é graficamente um jogo interessante apesar de não ser um portento. É rápido, intenso, sem quebras e com uma boa dinâmica mesmo quando o cenário está cheio de inimigos. Destaque para o combate, com vários golpes especiais que são um luxo e que se tornam no foco do jogo. Matar Orcs é um grande foco visual deste jogo. Pelo meio temos variadas área que nos oferecem cenários distintos e com qualidade, apesar de por vezes encontrar algumas texturas abaixo da média do jogo.



Em termos sonoros está bom, com um bom trabalho de vozes, uma banda sonora que cria um bom ambiente e ainda efeitos sonoros constantes nas mais violentas batalhas.

A jogabilidade está bastante próxima da do jogo anterior. Os comabtes têm um toque de estratégia, principalmente quando estamos a invadir fortalezas inimigas ou quando as estamos a defender depois de as conquistarmos. É pena não termos grande controlo sobre o nosso exército, retirando alguma estratégia aos combates como um todo, mas focando o resultado final em muito do que nós fazemos. No entanto, tal como se previa, o trunfo está no sistema Némesis em que iremos enfrentar militares Orcs, dos mais diferentes rankings, e que poderão evoluir sempre que nos matarem. Continua a ser muito viciante a ligação que criamos com estes inimigos que teremos de destruir. É especialmente viciante quando voltamos a encontrar um Orc que nos matou, que está mais forte, mas agora iremos executar a nossa vingança.



Com uma história interessante mas que não deslumbra, devo salientar que o facto de existir muito para se fazer, não só na história base, mas também em missões que iremos encontrar pelo caminho. Por exemplo, se encontrarem uma espada, esta poderá ter uma missão que ao ser executada a tornará numa arma muito mais poderosa. O resultado final é um jogo com muitas hora de jogo pela frente.

Globalmente este é um jogo superior ao seu antecessor, mas que não consegue ter o impacto do mesmo, porque não inova muito. Em praticamente tudo está melhor, desde os gráficos, passando pelo que podemos fazer nas batalhas. Se gostaram de Shadow of Mordor, este Shadow of War deverá estar na vossa estante.

Jogabilidade - 91 


Gráficos - 89
Som - 84

Enredo - 78

NOTA FINAL - 85

Luís Pinto


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

GRAN TURISMO SPORT - Análise

Editora: Polyphony Digital

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow


Gran Turismo é um nome incontornável da simulação automóvel e agora está de volta, pela primeira vez na PS4 e a questão é se valeu a pena tanta espera.

Há 19 anos Gran Turismo apareceu na primeira PlayStation e tornou-se num dos maiores nomes da consola, porque, ao contrário da esmagadora maioria dos jogos até então, não se focou num modo arcade em que qualquer jogador iria experienciar grandes velocidades, adrenalina brutal nas curvas e tudo o mais que os jogos arcade ofereciam. Era preciso aprender os circuitos, era preciso conhecer os carros, saber as melhores trajetórias, etc… era a primeira verdadeira sensação de condução à escala mundial.
Depois disso, Gran Turismo tornou-se um colosso de jogabilidade, número de carros e grafismo de topo. Com Gran Turismo Sport a chegar à PS4 comecemos pelo que nos salta À vista: GT Sport é lindíssimo. Testei o jogo em 4K e com o HDR ligado e o que posso dizer é que nenhum jogo até hoje, conseguiu aproveitar tão bem o HDR. As cores são simplesmente fantásticas, brutalmente realistas. No entanto, poucos gamers têm uma tv com HDR. Decidi retirar essa função durante parte da análise e o jogo continua a ser lindo, apesar de não tão marcante. A fluidez é notável, mesmo com muitos carros na pista, o jogo nunca teve quebras na PS4 Pro, com 4K bem conseguidos nas pistas, na sensação de escala, nos muitos detalhes presentes e cheios de vida em cada circuito e, principalmente, nos carros. Para além disso, GT Sport consegue acabar com uma noção já antiga de que GT não oferecia uma sensação de velocidade intensa. Tal acabou. Acelerem nos mais poderosos carros e vão sentir uma verdadeira experiência cheia de intensidade. Experimentem o jogo com um PS VR e a experiência será mesmo muito boa.




Gran Turismo Sport é um jogo para os amantes de carros. Cada veículo está fielmente recriado como em nenhum outro jogo. Tanto dentro como fora, o brilho, as cores, as formas, os vidros, tudo está perto da perfeição fotorealista que a série sempre tentou tornar mais próxima. No entanto, tal perfecionismo em muito do que vemos nas pistas, tem um custo. Gran Turismo falha nas condições climatéricas dinâmicas, sendo demasiado estáticas e ficando atrás de outros jogos do género. Onde também falha é, como habitual na série, nos danos visuais nos carros. Por mais forte que seja a batida, visualmente os carros nunca forem danos estrondosos, o que é pena.
Ainda na parte gráfica, devo falar nos circuitos, que são poucos, mas nos deixam de boca aberta. Com detalhes constantes e muita vida, Gran Turismo deslumbra-nos ao ponto de pararmos o carro para ver alguns cenários e tirarmos fotos. A isso junta-se o modo fotografia e repetições, o jogo mostra o seu poder visual. No entanto, volto a dizer que o HDR faz uma diferença que não esperava.
Na parte sonora Gran Turismo é um jogo competente dentro de pista, com bons efeitos sonoros mas sem atingir o brilhantismo da parte gráfica. Já fora de pista a questão é outra. Gran Turismo é um jogo de classe, com uma banda sonora diversificada e cheia de qualidade quando estamos nos menus. Rock, jazz, blues, GT Sports tem um bocado de tudo, e envolve-nos num ambiente agradável antes de cada prova.




Passando agora para a jogabilidade, este é, claramente, o melhor GT de sempre, tal como se exigia. A física está muito bem conseguida, os carros respondem de forma quase real e existe uma diversidade enorme na forma como cada carro responde a cada situação ou ambiente na pista. Se procuram uma simulação virtual verdadeiramente realista, então este é o jogo a ter na vossa consola. Todavia, também tem falhas, principalmente na inteligência artificial que não tem grande capacidade de adaptação ou iniciativa. Os pilotos são demasiado passivos ou óbvios, raramente fugindo à trajetória óbvia para se adaptarem ao que estamos a fazer.
GT Sport está focado no online, mas já lá vamos. Na parte offline, temos muitos desafios pela frente, mas não tantos quanto esperava. Antigamente Gran Turismo era um jogo que levaria meses a ser acabado, agora não é assim. Temos a normal Academia e temos muitos desafios que se juntam às provas que estamos habituados, e, em muitos casos, são estes desafios que fazem a diferença. Seremos colocados em situações singulares, onde teremos de alcançar algo, e para tal teremos de ter muita coisa em consideração, quando mudar os pneus e para quais, calcular a quantidade de combustível, etc… Apesar de tudo, e de Gran Turismo se tornar num fantástico desafio quando começamos a retirar as assistência de controlo, a verdade é que aos poucos começamos a perceber que no modo offline GT Sport não é tão grande como os anteriores. Para terem uma experiência durante meses, ou anos, será preciso avançar para o online.




Gran Turismo brilha no online. Enquanto esperamos por outros condutores podemos ir treinando na pista, melhorando tempos. Com a comunidade a crescer nos próximos tempos, podemos esperar eventos e muito para se fazer. Conduzir contra jogadores será a grande diferença para a inteligência artificial do offline.
Existe ainda muito mais que poderia falar sobre Gran Turismo, quer fosse sobre os modos de fotografia, capacidade de personalizar carros, etc. No entanto tudo isso é secundário perante o essencial que é o que acontece dentro das pistas. E nesse aspeto resumo assim: graficamente GT Sport é estrondoso mas falha nas condições climatéricas. Na jogabilidade está fantástico, mas falha na inteligência artificial. E nestes dois componentes, falha nos danos das colisões. O modo offline é bom mas curto para o que estamos habituados, e o online está muito bom, principalmente na forma como penaliza quem estiver nas corridas apenas para estragar a experiência de outros jogadores. A questão é que GT Sport dentro de pista é fantástico mas fora perde alguma identidade da série, por ser curto em offline. 

Gran Turismo Sport voltará várias vezes à minha consola para fazer mais corridas online. É um jogo muito bom num ano em que a concorrência é enorme. Forza 7 e Project CARS 2 também são grandes jogos, tendo cada um dos três vantagens e desvantagens. Mas uma coisa é certa: o prazer da simulação realista que este jogo oferece é diferente de tudo o resto, e se o vosso foco for o online, então agarrem este jogo.


Jogabilidade - 93

Gráficos - 92

Som - 84



Modos de jogo - 72


NOTA FINAL - 84

Luís Pinto





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

MARVEL vs CAPCOM INFINITE - Análise



Editora: Capcom

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow


Marvel vs Capcom Infinite juntam as mais famosas personagens da Marvel e dos jogos da Capcom para um jogo onde a "porrada" manda. Mas nem só de personagens vivem os jogos. Será que vale a pena?


Num momento inicial este pode parecer um jogo algo inferior a outros do género que foram lançados nos últimos tempos. A verdade é que a concorrência é forte e atualmente um jogo para se destacar tem de ser diferente ou realmente muito bom. O que temos aqui é um jogo que tenta trazer algo diferente, novo, viciante e intenso. Contudo, não o consegue na perfeição, mas o primeiro passo está dado.

Graficamente estamos perante um jogo que não deslumbra. O design não é fantástico, os cenários estão dentro da média e algumas personagens poderiam ter sido melhor desenhadas. No entanto, também é preciso indicar que o jogo não sofre qualquer quebra e tudo é muito rápido, principalmente nas mudanças de personagens controláveis.



Em termos sonoros é também um jogo dentro da média, nunca se destacando mas também nunca falhando em oferecer uma experiência sem falhas. Aqui o destaque vai para os efeitos sonoros, que conseguem ajudar à intensidade das lutas.

No enredo o jogo consegue bons momentos, muito direcionados para o que estamos habituados em filmes de super heróis. Existem alianças interessantes, algumas boas surpresas e apenas se sente a falta de algumas personagens mais carismáticas da Mavel, como algumas do universo X-Men. Todavia, o enredo, apesar de for vezes demasiado óbvio ou forçado, consegue criar bons momentos com intensidade mas também momentos mais divertidos que ajudam a que este não seja um jogo demasiado sombrio.

Contudo é na jogabilidade que estão os nossos olhos para percebermos realmente a qualidade deste jogo. Aí o jogo não falha. Intenso e intuitivo, os personagens respondem bastante bem e a capacidade de trocarmos de personagem de forma quase instantânea faz com que as lutas nunca tenham tempos mortos. A isto junta-se o facto de os poderes e características dos nossos personagens serem moldados pelas Infinity Stones, com cada uma a ter um poder diferente que oferece algo a um personagem. Com isto o que temos é um jogo que oferece e exige muito mais estratégia do que outros jogos do género, pois teremos de analisar que pedras teremos no combate, o que as personagens podem executar com elas e de que forma estaremos vulneráveis a outras personagens que tenham outras pedras.



Foi esta estratégia que me fez olhar este jogo com outros olhos. Marvel vs Capcom Infinite é um jogo com fatores nos dois lados da balança. Poderia ser melhor em muito do que nos oferece, mas por outro lado consegue oferecer algo de novo que torna o jogo viciante e estratégico. A verdade é que no global, poderia ser um jogo melhor em vários aspetos, mas também é verdade que durante as lutas, os seus defeitos desaparecem, e jogamos algo intenso, tal como se pedia numa mistura destes universos.

 Jogabilidade - 85
Gráficos - 77 
Som - 79
Enredo - 73

NOTA FINAL - 78

Luís Pinto