terça-feira, 6 de março de 2018

METAL GEAR SURVIVE - Análise



Editora: Konami

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow


Sem Hideo Kojima, Metal Gear Survive tenta manter a qualidade que a saga sempre ofereceu. O conceito é diferente e dá espaço a novas ideias e caminhos. Mas será que chega para convencer os fãs?

Em termos gráficos este é um jogo que se aproxima bastante do que Metal Gear Solid V apresentou. Bons cenários, bem construídos e preparados para nos oferecer alguma sensação de escala e também de solidão em alguns momentos. Com um design muito parecido e alguns cenários emprestados do jogo, rapidamente nos sentimos em casa, mas no resto o conceito é bastante diferente. Nas componentes técnicas o jogo é bastante competente, tal como se esperava, não só na parte gráfica já referida, mas também nos efeitos sonoros. É verdade que em termos de banda sonora não consegue ter o impacto do que aconteceu nos outros jogos da série, e aí muito se deve à falta que faz este jogo não ser realizado por Kojima. 



Na história o jogo falha em vários momentos, não conseguindo ser memorável. Mas com vários momentos de ligeira ligação à história da saga, a verdade é que a narrativa não consegue ter grande impacto. É uma história que se adapta bem ao que vamos fazer e ao género de jogo que se oferece, mas quando pensamos em Metal Gear, pede-se algo mais.

Na jogabilidade, quer no single player, quer no multi, o jogo é uma montanha russa de coisas boas e outras que não resultam tão bem. A verdade é que o jogo é realmente uma imagem do seu nome, survive. O que fazemos neste jogo é sobreviver, mas por vezes é excessivo, levando a alguma monotonia. Temos de estar constantemente a descansar, a caçar, a beber água, e tudo isso tem impacto no nosso personagem. Sprintar leva-nos a ficar cansado, e quanto mais cedo tivermos, mais cansado ficamos e mais rapidamente. O conceito é mito bom, levando-nos a pensar em questões básicas que a maioria dos jogos não explora mas que num jogo de sobrevivência faz sentido. O problema é que tudo parece um pouco exagerado para um videojogo. Ficamos cansados e com sede demasiado depressa e passamos demasiado tempo a resolver estas necessidades. A tudo isto junta-se a falta de recursos, o que uma vez mais está bem pensado, mas que volta a pecar pelo exagero que nos limita. Com tudo isto, o jogo perde muito da sua diversão sem ter necessariamente de ganhar em termos de tensão. 



No multiplayer as coisas funcionam bem, mas uma vez mais perde-se alguma diversão em tarefas interessantes mas que se tornam demasiado repetitivas. Claro que nem tudo é mau e algumas missões são muito boas e bastante tensas, com a sensação de sobrevivência lá em cima e um ambiente bem conseguido e que nos leva a apurar sentidos de estratégia e pré-planeamento. Pelo meio, devo demonstrar o descontentamento por a Konami exigir um pagamento de 10 dólares para termos direito a um novo save online com uma personagem nova. É, simplesmente, um caminho que não deve ser copiado. 

Metal Gear Survive é um jogo bem pensado se tivermos em conta que é um jogo de sobrevivência. No entanto, ao exagerar certos conceitos, retira o ritmo e a diversão que um jogo online costuma oferecer. É um jogo interessante e diferente, mas podia ter sido muito melhor!




Jogabilidade - 72
Gráficos - 80
Som - 76
Enredo - 68

NOTA FINAL - 73

Luís Pinto






quinta-feira, 1 de março de 2018

Passatempo: A arte subtil de saber dizer que se f*da


PASSATEMPO

A arte subtil de saber dizer que se f*da






Regressamos aos passatempos em parceria com o blog Ler y Criticar. Como sempre, agradeço a todos os que tornaram possível este passatempo.

Aproveito, desde já, para agradecer a todos os que participarem e partilharem este passatempo!



Regras do passatempo:

- O passatempo termina dia 13 de março
- Apenas é permitida uma participação por pessoa
- Devem ser fãs ou seguidores do blog Ler y Criticar (link aqui) e do blog Tek Test (link aqui)
- Se partilharem o passatempo a vossa participação conta a dobrar.


Boa sorte a todos!


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Passatempo: Horizon Zero Dawn - Vencedor!


PASSATEMPO

Horizon Zero Dawn

Vencedor



Chegou ao fim mais um passatempo e desde já agradeço a todos os que ajudam a que tal fosse possível e também a todos os que participaram e o tornaram um sucesso!

 Desta vez oferecemos um dos melhores videojogos da atual geração de consolas, o fantástico Horizon Zero Dawn, exclusivo PS4!

Infelizmente apenas poderei oferecer um exemplar deste jogo, mas espero que venham mais no futuro!
 

Fiquem atentos! Tremos novos passatempos nos próximos dias!

E o vencedor é!


André G. Fonseca Louro

Parabéns ao vencedor!





STRIKERS EDGE - Análise



Editora: Fun Punch Games

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow


Strikers Edge, o premiado jogo "arcade" é a demonstração de que em Portugal também se fazem bons jogos. Após ganhar o concurso criado pela Playstation para os developers nacionais, Strikers Edge tentará tornar-se num jogo mundialmente conhecido. Mas será que tem pernas para esta maratona?

A verdade é que cada vez mais será possível criar um bom jogo sem estarmos a trabalhar numa editora/produtora. O que temos aqui é um trabalho "indie" que se sustenta numa boa ideia e que claramente está focado no multiplayer. Depois de elogiado nas feiras internacionais, Strikers Edge recebeu ainda um modo single player para o tornar mais abrangente e é esta a versão final que se esperava. Mas vamos por partes!



O conceito deste jogo parece simples num olhar mais rápido. O "jogo do mata" num mundo medieval onde jogadores carregados de escudos e armaduras atiram armas aos seus adversários. Depois, aos poucos, começamos a ver o que o jogo permite e quais as leis às quais não poderemos fugir. Se atirarmos muitas armas ficamos cansados, se usarmos um golpe especial ficamos lentos, existe um número limite de golpes que podemos bloquear, e por aí fora. Todas estas regras tornam estratégico um jogo em que iremos tentar desviar-nos de golpes e tentar acertar no adversário ao mesmo tempo. Preparem-se para um desafio intenso!



Algo essencial neste jogo é avançar pelos tutoriais. De outra forma será complicado perceber tudo o que o jogo tem para dar. Ao fim de uma ou duas horas, quando começamos a dominar o jogo, o vício é enorme, principalmente no multiplayer, seja ele online ou offline. Stikers Edge é um jogo brutalmente divertido e onde a jogabilidade está muito bem conseguida, apesar de nada fácil de dominar.

Pelo meio temos a componente a solo, com uma história e desenvolvimento de personagens, mas sem que o enredo tenha peso, sendo a cada instante um jogo para ser jogador e não para avançar numa narrativa. Infelizmente a solo o jogo apresenta alguns problemas na dificuldade. Se jogarem na dificuldade normal será mesmo muito difícil ganhar batalhas. Os adversários acertam quase sempre e raramente são atingidos, levando-nos a baixar a dificuldade mas aí a diferença é esmagadora, tornando-se um jogo demasiado fácil. Esta enorme diferença na dificuldade leva-nos a nunca conseguir ter um desafio satisfatório e equilibrado quando comparado com o multiplayer.



No global, gostei bastante deste jogo. Brutalmente viciante e divertido para se jogar online ou com amigos. É a demonstração de como uma ideia simples se pode tornar em algo melhor, mais estratégico, mais coerente e levar-nos a muitas e muitas horas de jogo. Sendo um jogo virado para o multiplayer, será sustentado pela comunidade ou então por jogos em casa com amigos. Se é isso que procuram, então agarrem este jogo feito por tugas e preparem-se para o desafio! Vale a pena experimentar!



Jogabilidade - 81
Gráficos - 72
Som - 77
Enredo - 65

NOTA FINAL - 74

Luís Pinto





sábado, 24 de fevereiro de 2018

KINGDOM COME DELIVERANCE - Análise



Editora: Warhorse

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow


Kingdom Come é um RPG medieval sem dragões, magias, feiticeiros, etc... em vez de toda a fantasia a que estamos habituados, oferece realismo puro. Mas será que um jogo assim nos consegue agarrar?

Sim, este é um jogo brutalmente realista. Durante as mais de cinquenta horas de jogo (com as quais não fiz tudo o que o jogo permite) o realismo é o fator decisivo. Começamos por ser um simples camponês, tão incapaz de sobreviver neste mundo ao ponto de ser vencido por pessoas bem mais velhas ou até com álcool a mais. irão morrer muitas vezes até perceberem como tudo deve ser feito neste jogo.



Mas já lá vamos. Comecemos pela parte gráfica. Este é um jogo que não sendo um portento, faz tudo bem feito. O design está muito bem conseguido, tudo parece sujo mas com coerência e significado, tentando demonstrar como era a vida naquela época. Existem detalhes que demonstram como tudo foi bem pensado e facilmente sentimo-nos num mundo real. Para além dos cenários bem conseguidos e da boa sensação de escala, também a parte sonora faz o seu papel, apesar de algum trabalho de vozes não ser fantástico, mas os efeitos sonoros tornam este mundo mais vivo.

Apesar de graficamente ser um jogo exigente no PC, na PS4 Pro comporta-se bem. Nunca é um portento, mas não compromete a experiência de jogo. O problema de Kingdom Come está nos vários bugs que iremos encontrar, como por exemplo não conseguir avançar por um local estreito em que claramente passamos, ou algumas quests que parecem não "arrancar". Algo que claramente será melhorado no futuro. O outro problema está no sistema de save. Apenas podemos gravar em momentos ou locais específicos, o que por vezes nos deixa perante mais de duas horas a jogar sem gravar. E como aqui se morre muitas vezes, torna-se frustrante!



O enredo é interessante e complexo, mesmo com alguns momentos mais forçados, consegue criar o ambiente certo para o mundo certo. é, também, uma história que tenta ser o mais realista possível, e assim ajudar ao mergulho que damos neste mundo.

No entanto, o que torna este jogo bom é tudo o que temos de fazer. Temos de caçar, comer, beber e dormir todos os dias. Temos de tomar banho para que as pessoas não fiquem receosas de nós. Cada interação com um personagem pode mudar o que temos de fazer em cada missão e pelo meio terão de aprender tudo, desde sobreviver numa floresta, tratar de animais, ou lutar. Não esperem vencer batalhas contra três inimigos. Isso será só para o fim do jogo quando dominarem o simples e realista sistema de combate. Não basta encontrar uma arma nova e usá-la. É preciso treinar com ela, aprender novos conceitos. é preciso estudar ao adversário, o mundo à nossa volta, as reações dos animais, o tempo. É este detalhe que faz a diferença e que várias vezes me fez pensar "epa, isto é realmente algo que teria de fazer na vida real nesta era medieval".



Kingdom Come não é um jogo fantástico, mas mundo se deve aos seus bugs e sistema de save frustrante. De resto é um jogo muito bem conseguido, muito realista e que agradará aos que se interessem por esta era e tipo de jogo. Acredito que o futuro será risonho para esta série.





Jogabilidade - 87
Gráficos - 76
Som - 82
Enredo - 77

NOTA FINAL - 80

Luís Pinto