segunda-feira, 26 de março de 2018

Passatempo: A arte subtil de saber dizer que se f*da - Vencedor!


PASSATEMPO

A arte subtil de saber dizer que se f*da

Vencedor!



Chegou ao fim mais um passatempo no blog. Este ano temos tido muitos passatempos e tenho, uma vez mais, de agradecer a todos os que tornam estas ofertas possíveis.

Agradeço também a todos os participaram e, se não ganharam, desejo-vos melhor sorte para a próxima!
Fiquem atentos, que nos próximos dias teremos novos passatempos!



E o vencedor é:

Carlos C. Silva Pereira

Parabéns ao vencedor!

quinta-feira, 22 de março de 2018

LIFE IS STRANGE: BEFORE THE STORM - Análise


Developer: Square-Enix

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow

Depois de um primeiro jogo que foi um enorme sucesso devido a uma história que dificilmente se esquece, agora Life is Strange está de volta. Mas valerá a pena regressar?

O primeiro Life is Strange conseguiu emocionar os jogadores que lhe deram uma oportunidade. Com um enredo complexo e emocional, a história levava-nos a conhecer um grupo de adolescentes, com grande foco numa rapariga e em certas características que a tornam única. Com um final brutalmente marcante, ficou sempre a dúvida se voltaríamos a esta história e agora a espera acabou.



Nesta edição final com todos os episódios da prequela e ainda material de bonús, estamos perante a prequela do primeiro Life is Strange e serve para conhecermos melhor algumas personagens. Desde o início que percebemos que o enredo será bom. Sim, também é verdade que não consegue estar ao nível da história do primeiro jogo, mas o próprio contexto não o permite, pois aqui iremos ver como tudo começou. É verdade que continuam a existir diálogos que não parecem fazer sentido nem dar nada de novo à história ou desenvolvimento de personagens, mas ajudam a que o jogo pareça ser a vida normal, em que nem todos os momentos são decisivos. Mas a construção da personagem está lá, mesmo que indiretamente.



Olhando para a história, o que se deve aplaudir é como a narrativa muda desde a fase inicial, consoante as nossas escolhas. A isto junta-se o facto de que não poderemos voltar atrás após a decisão, e com isso o jogador sente constantemente o peso das suas decisões. É isto, em última análise, que tornou o primeiro jogo tão bom, e que aqui volta a criar ambiente: as nossas decisões, por vezes bem pensadas, por vezes impulsivas.

Com uma banda sonora interessante e uma componente gráfica que dentro do seu estilo não falha, apesar de em nenhum momento ser um portento, Life is Strange: Before the Storm consegue ser competente em termos técnicos. Continua a ter alguns problemas, como a sincronização de vozes com as faces dos personagens, mas nada de realmente importante. Claro que estes problemas o jogo anterior também apresentava, mas a história conseguiu tapar todos esses defeitos. Aqui a história demora um pouco mais a acelerar, mas como já conhecemos as personagens, a ligação é bastante rápida e acolhedora. Sabe bem voltar a este mundo e a viver com estas personagens.



Com uma jogabilidade simples e muito focada nas nossas decisões, o foco é a história. A ligação entre mãe e filha ganha algum peso no início, sendo, obviamente, sempre um tema muito explorado na adolescência de uma personagem, e depois desenvolve-se para temas mais fortes e que quase sempre parecem normais e atuais. É, obviamente, um jogo mais realista do que o primeiro. Mais focado na sociedade, nas persoangens, no que a vida exige de nós e na ligação que criamos entre pessoas. Gostei do jogo mesmo sem este alcançar os momentos marcantes do primeiro. Se gostaram do primeiro jogo, então têm de jogar este!
 


Jogabilidade - 83
Gráficos - 76
Som - 75

Enredo - 80

NOTA FINAL - 80

Luís Pinto







terça-feira, 20 de março de 2018

NI NO KUNI 2 - Análise




Developer: Bandai Namco

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow

O primeiro Ni No Kuni foi uma obra prima do seu género, sendo um dos melhores JRPGs desta década. Agora chega às lojas Ni No Kuni 2 e a expectativa é alta. Mas será que consegue corresponder?

Começando pela parte sonora, Ni No Kuni 2 apresenta uma banda sonora de sonho e efeitos sonoros de boa qualidade. O trabalho de vozes fica abaixo do que se espera para um jogo desta qualidade e tal afeta o jogo globalmente em termos sonoros. No entanto, a fantástica banda sonora, uma das melhores do ano até agora, ajuda a melhorar todo o jogo, principalmente nos momentos de batalha ou de maior carga emocional, algo muito necessário neste género.



Na parte gráfica é um jogo bem conseguido, com um design bastante anime mas bastante diversificado, com cenários distintos e cheios de detalhe e de identidade. É fácil identificar certas características que tornam alguns cenários únicos. A isso junta-se um bom conjunto de cut-scenes e sinceramente gostava que fossem muitas mais a preencher este jogo.

Ainda na parte gráfica, agradou-me bastante o ritmo desta sequela. O jogo está rápido, sem quebras e com uma atmosfera a um bom nível. As batalhas, bastante mais intensas em termos de ritmo, apresentam-se sem falhas, sem quebras e ajudam este novo sistema de combate a ser um dos melhores aspetos do jogo.

A jogabilidade, que também ganha bastante com este novo ritmo, apenas peca por, em alguns momentos do jogo, ser demasiado fácil. Foram vários os momentos em que acreditei estar perante um temível inimigo que me faria suar, mas depois a batalha foi muito mais fácil do que o jogo deu a entender no início ao criar toda uma atmosfera que nos fazia antever algo mais.



Uma das surpresas mais agradáveis deste jogo é o facto de agora termos de ajudar à construção do reino, oferecendo ao jogo muito mais estratégia e necessidade de gestão de recursos e tempo. Apreciei bastante a possibilidade de criarmos o nosso reino, escolhendo construções, estudando as necessidades do povo e do reino, levando a uma brutal sensação de satisfação quando tudo começa a encaixar e a correr bem.



Sendo um JRPG, o enredo é essencial, e aqui, durante as mais de 40 horas de jogo, teremos momentos altos e outros baixos. O nosso personagem principal tem o carisma e os valores morais que nos faz querer avançar, mas desde o início a história parece demasiado simples. Pelo meio começam a aparecer algumas surpresas que tornam a narrativa mais adulta, o que foi uma agradável surpresa porque durante algum tempo pareceu-me que estava perante um jogo mais juvenil. Lentamente, o enredo toca em algumas questões morais e filosóficas que me espantaram pela forma como foram abordadas e também porque o jogo não parecia ir nessa direção. Infelizmente, este enredo poderia ter sido ainda melhor se as personagens secundárias tivessem sido melhor exploradas. No fim, a sensação que permanece é que queremos saber muito mais sobre estes personagens que nos acompanharam. Os bons e memoráveis JRPGs costumam ter um bom conjunto de personagens que aos poucos vamos conhecendo, com os seus passados, traumas, crenças, objetivos, etc... aqui tal aprofundar falha um pouco, tornando a história menos abrangente do que seria de esperar.

Globalmente, Ni No Kuni 2 é um bom jogo, mas viverá na sombra do jogo anterior, algo que já se esperava pois seria muito difícil atingir a qualidade do primeiro. Em alguns aspetos até consegue superar o jogo anterior, mas a história do primeiro Ni No Kuni faz a diferença. No entanto, se gostam do género, Ni No Kuni 2 irá oferecer-vos mais de 40 horas de diversão e vale a pena ser jogado se JRPGs é o vosso género de eleição! 


Jogabilidade - 81
Gráficos - 80
Som - 86

Enredo - 78

NOTA FINAL - 83

Luís Pinto






terça-feira, 13 de março de 2018

Passatempo: Harry Potter - Saga em Blu-Ray


PASSATEMPO

Harry Potter

Saga em Blu-ray

8 filmes

É com grande prazer que hoje inicio este passatempo no blog! Depois de muito tempo atrás desta oportunidade, finalmente consigo oferecer este brutal pack com os 8 filmes em Blu-Ray da saga Harry Potter!



Aos que tornaram possível este passatempo, o meu muito obrigado! Estou muito feliz por poder oferecer isto a um seguidor do blog.
Aproveito já para agradecer a todos os que participarem e partilharem esta oportunidade!


Regras do passatempo:

- O passatempo termina dia 27 de março de 2018
- Apenas é permitida uma participação por pessoa
- Devem ser fãs ou seguidores do blog Ler y Criticar (link aqui) e do blog Tek Test (link aqui)
- Se partilharem o passatempo, a vossa participação conta a dobrar. Obrigado a todos os que partilharem!
- Fica a cargo do vencedor pagar os portes de envio do prémio que receberá em casa, pelos CTT.


Boa sorte a todos!




MOSS - Análise




Developer: Polyarc

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow


Moss é um daqueles jogos que imediatamente apreciamos. Para ser jogado em exclusivo com o Playstation VR, este é um jogo que quebra barreiras e eleva a fasquia do que pode ser um bom jogo de realidade virtual. Uma agradável surpresa.

Comecemos pela parte mais fraca do jogo, o seu enredo. Aqui devo ser claro, o enredo está bem conseguido, encaixa muito bem no jogo, nas personagens e no que deveremos fazer. É uma história suave, bonita e que nos leva a criar uma ligação bastante forte com este ratinho branco que iremos controlar. Globalmente, e com um ritmo interessante durante as 5 a 6 horas de jogo, apenas falha por acabar demasiado depressa, faltando apenas uma conclusão que me deixasse totalmente satisfeito. A sensação que fica é que a narrativa é acabada à pressa, ou então teremos de ter novo jogo no futuro.



Em tudo o resto, Moss é uma agradável surpresa. Nas componente técnicas o bom trabalho de voz, os efeitos sonoros e a banda sonora encaixam muito bem no jogo, envolvendo-nos perfeitamente neste ambiente e mundo. É fácil "entrar" neste mundo e senti-lo real durante a grande maioria do jogo. É uma capacidade de imersão que muito poucos jogos conseguiram.

Na parte gráfica, Moss está melhor do que poderá parecer à primeira vista. Detalhado, diversificado, cheio de cor, luz e sombras bem criadas, empurram-nos para um mundo de fantasia onde o design é a chave do sucesso. Com uma visão de 360 graus, não existem falhas a apontar, tirando o facto de por vezes terem de calibrar o VR novamente. Mesmo quando nos aproximamos de um objeto ou do nosso personagem, graficamente o jogo responde bem, sendo do melhor que já vi num VR mesmo tendo em conta que o design não tenta ser realista, mas sim como um livro de aventuras que ganhou vida.



Na jogabilidade Moss tem o seu maior trunfo. Será um desafio até dominarmos os controlos, até porque teremos de fazer coisas muitos diferentes com cada mão, o que ao início até poderá ser cómico. Moss não é um jogo que tenta ser difícil. Os nossos inimigos são fracos, mas tornam-se um desafio quando são muitos. Se aliarmos a isso o facto de termos de lutar e resolver puzles ao mesmo tempo, então existe aqui uma boa necessidade de dominarmos os comandos.



Gostei bastante da forma como os puzles encaixam nos controlos e neste mundo. Gostei da sensação de escala, do fantástico design gráfico, do ambiente sonoro. É fácil gostar deste jogo e é fácil perceber que poucos jogos conseguiram tornar o VR tão mágico. Podemos, ou não, gostar do género, mas é inegável que Moss elevou a fasquia da realidade virtual, e mesmo sendo um jogo pequeno, é uma experiência que não se esquece.


Jogabilidade - 85
Gráficos - 81
Som - 83

Enredo - 74
 

NOTA FINAL - 83

Luís Pinto