terça-feira, 27 de março de 2018

A WAY OUT - Análise



Developer: EA

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow

A Way Out é uma espécie de Prison Break em modo co-op. É uma experiência diferente, focada numa jogabilidade que apenas funciona quando jogada em conjunto e que vale a pena!

Em primeiro lugar é preciso indicar que apenas precisam de ter um jogo para que duas pessoas o joguem. Basta escolher um amigo e avançar na história. Com o ecrã quase sempre dividido em dois, o jogo acaba por funcionar muito melhor do que parece à primeira vista. Com cada personagem, Vicent e Leo, a terem características diferentes, as suas habilidades irão moldar a nossa forma de jogar, tal como acontece nos diálogos. São várias as vezes em que as nossas decisões e ações irão alterar a história e cada personagem terá maneiras diferentes para a executar. O mesmo diálogo será diferente consoante quem irá falar em certo momento. Num momento de decisão, cada personagem terá a sua teoria sobre como avançar, e teremos sempre de escolher.



E assim avançamos por um enredo realizado para parecer um filme. Com constantes flashbacks, vamos conhecendo as personagens e percebendo porque forma parar a uma certa situação. Com uma amizade bem criada, é verdade que alguns diálogos parecem fora do contexto, mas todo o jogo é criado para fortalecer uma ligação entre personagens, levando a que essa mesma ligação se sinta nos jogadores. É a cooperação que fará a diferença neste jogo. Estratégia, planeamento e conhecimento das habilidades da personagem é o que nos faz avançar, tornando a jogabilidade realista e bem adaptada. Os desafios feito estão bem construídos para que essa cooperação exista e o resultado é um jogo único com uma história que no fim se torna marcante.



E é a história que junta toda esta jogabilidade em algo coerente. Foram várias as situações em que o enredo nos leva a uma maior ligação emocional e a sabermos como o nosso amigo irá jogar. E é ao criar-se essa união que o jogo se torna melhor, quer nos momentos mais tensos, quer nos momentos mais cómicos. Quando falharmos iremos rir, iremos protestar, e tudo isso é a experiência de jogo que se tenta criar. No final, a sensação que temos é que não foram estes personagens a conseguir fazer algo, fomos nós.

A Way Out tem pontos fracos e outros em que está na média, como por exemplo em grafismo e som não é fantástico, mas é bastante competente. O ritmo por vezes oscila demasiado entre os momentos sérios e outros que pouco oferecem à história, e os vários momentos de QTE podem não ser do agrado de toda a gente, mas, globalmente, este é um jogo que deve ser jogado, pela experiência singular e bem criada que oferece. Se gostam de jogos co-op, então devem dar uma vista de olhos a este jogo!



Jogabilidade - 86
Gráficos - 82
Som - 76

Enredo - 81

NOTA FINAL - 78

Luís Pinto



segunda-feira, 26 de março de 2018

RAZER THRESHER 7.1 PS4 - Análise





Razer Thresher 7.1 PS4

Análise




A Razer continua a tentar melhorar a sua gama de headphones e o seu Thresher tenta ser o novo Rei. Será que consegue? Sim, consegue!


Como muitos de vocês já devem saber, sou um grande fã dos produtos da Razer que estejam ligados ao som, quer em colunas de som, quer em headphones. A Razer é uma das marcas que mais aposta em conforto e qualidade ao mesmo tempo e, apesar de o preço não ser para todos, aqui é justificada pela qualidade. Mas vamos lá ao que interessa.

Este Razer Thresher que testei são a versão para PS4, sendo também possível ligar  a qualquer PC. Em termos de design não foge ao que já conhecemos da marca, sendo que estes headphones apresentam um formato grande e redondo para se adaptarem a qualquer formato de orelha.





A seguir volta-se a notar, rapidamente, que o conforto está garantido. Ao fim de várias horas a jogar com estes phones, o conforto continua presente, sendo, talvez, os melhores phones da Razer neste aspeto. Confortáveis, leves e permanecendo estáveis sem criarem muita pressão nas orelhas.

A seguir entra o mais importante: a qualidade sonora, e aqui os Razer Thresher são o Rei! Com uma simulação de um ambiente 7.1 de topo e sem qualquer tipo de lag em wireless, a Razer criou aqui uma fantástica experiência 7.1 neste headphones. Sim, não consegue ser o mesmo que ter um conjunto de colunas à nossa volta, mas está bastante perto, mesmo. Com agudos e graves a funcionarem de forma poderosa e limpa, sem se sobreporem, é fantástica a qualidade sonora ao ponto de vos dizer que em termos de som, estes são, muito provavelmente, os melhores headphones que já experimentei.

A isto junta-se uma bateria que se aguentou mais de 14 horas de jogo, um Setup bastante intuitivo e um microfone de elevada qualidade que levará a nossa voz de forma bastante limpa a quem estiver a ouvir-nos.

Mas claro que existem falhas, e neste caso existem duas que devo apontar. Em primeiro lugar, não existe jack 3.5mm nem Bluetooth. Aqui teremos de usar USB. Para a grande maioria das pessoas não será um problema, até porque estes são phones focados na PS4 e PC, mas seria interessante ter um grupo mais alargado de possibilidades. Para além disso, falta a monitorização do micro, não sendo possível  ouvir a nossa voz. Uma vez mais é uma falha que a algumas pessoas fará diferença, a outras não. 


É difícil não ficarmos abismados com a qualidade sonora do Razer Thresher 7.1 para PS4. O ambiente criado eleva os jogos para um novo patamar. A bateria é muito bom, o alcance wireless também e quer para jogar, quer para ouvir música, poucos headphones, mesmo muito poucos, atingem esta qualidade. Claro que a qualidade paga-se e aqui estamos perante um produto que não é para qualquer carteira. Mas se estiverem dispostos a pagar mais por boa qualidade, então olhem para este novo Rei do setor.


Conforto - 93
Som- 96
Qualidade/Preço- 82

Qualidade materiais - 86

NOTA FINAL - 93



Luís Pinto

Passatempo: A arte subtil de saber dizer que se f*da - Vencedor!


PASSATEMPO

A arte subtil de saber dizer que se f*da

Vencedor!



Chegou ao fim mais um passatempo no blog. Este ano temos tido muitos passatempos e tenho, uma vez mais, de agradecer a todos os que tornam estas ofertas possíveis.

Agradeço também a todos os participaram e, se não ganharam, desejo-vos melhor sorte para a próxima!
Fiquem atentos, que nos próximos dias teremos novos passatempos!



E o vencedor é:

Carlos C. Silva Pereira

Parabéns ao vencedor!

quinta-feira, 22 de março de 2018

LIFE IS STRANGE: BEFORE THE STORM - Análise


Developer: Square-Enix

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow

Depois de um primeiro jogo que foi um enorme sucesso devido a uma história que dificilmente se esquece, agora Life is Strange está de volta. Mas valerá a pena regressar?

O primeiro Life is Strange conseguiu emocionar os jogadores que lhe deram uma oportunidade. Com um enredo complexo e emocional, a história levava-nos a conhecer um grupo de adolescentes, com grande foco numa rapariga e em certas características que a tornam única. Com um final brutalmente marcante, ficou sempre a dúvida se voltaríamos a esta história e agora a espera acabou.



Nesta edição final com todos os episódios da prequela e ainda material de bonús, estamos perante a prequela do primeiro Life is Strange e serve para conhecermos melhor algumas personagens. Desde o início que percebemos que o enredo será bom. Sim, também é verdade que não consegue estar ao nível da história do primeiro jogo, mas o próprio contexto não o permite, pois aqui iremos ver como tudo começou. É verdade que continuam a existir diálogos que não parecem fazer sentido nem dar nada de novo à história ou desenvolvimento de personagens, mas ajudam a que o jogo pareça ser a vida normal, em que nem todos os momentos são decisivos. Mas a construção da personagem está lá, mesmo que indiretamente.



Olhando para a história, o que se deve aplaudir é como a narrativa muda desde a fase inicial, consoante as nossas escolhas. A isto junta-se o facto de que não poderemos voltar atrás após a decisão, e com isso o jogador sente constantemente o peso das suas decisões. É isto, em última análise, que tornou o primeiro jogo tão bom, e que aqui volta a criar ambiente: as nossas decisões, por vezes bem pensadas, por vezes impulsivas.

Com uma banda sonora interessante e uma componente gráfica que dentro do seu estilo não falha, apesar de em nenhum momento ser um portento, Life is Strange: Before the Storm consegue ser competente em termos técnicos. Continua a ter alguns problemas, como a sincronização de vozes com as faces dos personagens, mas nada de realmente importante. Claro que estes problemas o jogo anterior também apresentava, mas a história conseguiu tapar todos esses defeitos. Aqui a história demora um pouco mais a acelerar, mas como já conhecemos as personagens, a ligação é bastante rápida e acolhedora. Sabe bem voltar a este mundo e a viver com estas personagens.



Com uma jogabilidade simples e muito focada nas nossas decisões, o foco é a história. A ligação entre mãe e filha ganha algum peso no início, sendo, obviamente, sempre um tema muito explorado na adolescência de uma personagem, e depois desenvolve-se para temas mais fortes e que quase sempre parecem normais e atuais. É, obviamente, um jogo mais realista do que o primeiro. Mais focado na sociedade, nas persoangens, no que a vida exige de nós e na ligação que criamos entre pessoas. Gostei do jogo mesmo sem este alcançar os momentos marcantes do primeiro. Se gostaram do primeiro jogo, então têm de jogar este!
 


Jogabilidade - 83
Gráficos - 76
Som - 75

Enredo - 80

NOTA FINAL - 80

Luís Pinto







terça-feira, 20 de março de 2018

NI NO KUNI 2 - Análise




Developer: Bandai Namco

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow

O primeiro Ni No Kuni foi uma obra prima do seu género, sendo um dos melhores JRPGs desta década. Agora chega às lojas Ni No Kuni 2 e a expectativa é alta. Mas será que consegue corresponder?

Começando pela parte sonora, Ni No Kuni 2 apresenta uma banda sonora de sonho e efeitos sonoros de boa qualidade. O trabalho de vozes fica abaixo do que se espera para um jogo desta qualidade e tal afeta o jogo globalmente em termos sonoros. No entanto, a fantástica banda sonora, uma das melhores do ano até agora, ajuda a melhorar todo o jogo, principalmente nos momentos de batalha ou de maior carga emocional, algo muito necessário neste género.



Na parte gráfica é um jogo bem conseguido, com um design bastante anime mas bastante diversificado, com cenários distintos e cheios de detalhe e de identidade. É fácil identificar certas características que tornam alguns cenários únicos. A isso junta-se um bom conjunto de cut-scenes e sinceramente gostava que fossem muitas mais a preencher este jogo.

Ainda na parte gráfica, agradou-me bastante o ritmo desta sequela. O jogo está rápido, sem quebras e com uma atmosfera a um bom nível. As batalhas, bastante mais intensas em termos de ritmo, apresentam-se sem falhas, sem quebras e ajudam este novo sistema de combate a ser um dos melhores aspetos do jogo.

A jogabilidade, que também ganha bastante com este novo ritmo, apenas peca por, em alguns momentos do jogo, ser demasiado fácil. Foram vários os momentos em que acreditei estar perante um temível inimigo que me faria suar, mas depois a batalha foi muito mais fácil do que o jogo deu a entender no início ao criar toda uma atmosfera que nos fazia antever algo mais.



Uma das surpresas mais agradáveis deste jogo é o facto de agora termos de ajudar à construção do reino, oferecendo ao jogo muito mais estratégia e necessidade de gestão de recursos e tempo. Apreciei bastante a possibilidade de criarmos o nosso reino, escolhendo construções, estudando as necessidades do povo e do reino, levando a uma brutal sensação de satisfação quando tudo começa a encaixar e a correr bem.



Sendo um JRPG, o enredo é essencial, e aqui, durante as mais de 40 horas de jogo, teremos momentos altos e outros baixos. O nosso personagem principal tem o carisma e os valores morais que nos faz querer avançar, mas desde o início a história parece demasiado simples. Pelo meio começam a aparecer algumas surpresas que tornam a narrativa mais adulta, o que foi uma agradável surpresa porque durante algum tempo pareceu-me que estava perante um jogo mais juvenil. Lentamente, o enredo toca em algumas questões morais e filosóficas que me espantaram pela forma como foram abordadas e também porque o jogo não parecia ir nessa direção. Infelizmente, este enredo poderia ter sido ainda melhor se as personagens secundárias tivessem sido melhor exploradas. No fim, a sensação que permanece é que queremos saber muito mais sobre estes personagens que nos acompanharam. Os bons e memoráveis JRPGs costumam ter um bom conjunto de personagens que aos poucos vamos conhecendo, com os seus passados, traumas, crenças, objetivos, etc... aqui tal aprofundar falha um pouco, tornando a história menos abrangente do que seria de esperar.

Globalmente, Ni No Kuni 2 é um bom jogo, mas viverá na sombra do jogo anterior, algo que já se esperava pois seria muito difícil atingir a qualidade do primeiro. Em alguns aspetos até consegue superar o jogo anterior, mas a história do primeiro Ni No Kuni faz a diferença. No entanto, se gostam do género, Ni No Kuni 2 irá oferecer-vos mais de 40 horas de diversão e vale a pena ser jogado se JRPGs é o vosso género de eleição! 


Jogabilidade - 81
Gráficos - 80
Som - 86

Enredo - 78

NOTA FINAL - 83

Luís Pinto