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segunda-feira, 4 de junho de 2018

DARK SOULS REMASTERED - Análise

Developer: Bandai Namco

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow



O primeiro Dark Souls tornou-se num jogo de culto, admirado por todos aqueles que desejam um desafio a cada segundo, não sendo um jogo para os que apenas querem diversão nos videojogos.

Testado na PS4 Pro esta nova versão de Dark Souls brilha com uma excelente melhoria gráfica, principalmente por se apresentar a 4K e com 60fps. O primeiro Dark Souls era bastante instável em termos de frames por segundo, o que levava a alguma frustração, pois estamos a falar de um jogo em que o mínimo atraso será a nossa morte. Agora tal deixa de ser um problema, pois a fluidez do jogo é notável.



As melhorias gráficas notam-se a cada instante, com todos os cenários a serem melhorados, uns mais do que outros, os efeitos de luz e sombra também melhoraram bastante e todas as explosões e momentos de fogo ganham nova vida. Pelo meio também há tempo para uma interessante melhoria nos efeitos sonoros e banda sonora, quase idêntica mas com melhor qualidade. A questão dos efeitos sonoros é particularmente importante, pois melhora a intensidade do jogo nos momentos certos.



Para além do jogo principal, todos os DLCs estão também presentes, mas é pena não existirem novidades dentro do jogo. Gostava de ter visto novas áreas para explorar, novos items para descobrir, novos puzzles, mas, infelizmente, este é um remastered puro e duro. Não que tal falha manche o jogo, mas seria interessante ter algo novo para encontrar e que nos fizesse querer, ainda mais, voltar a jogar este jogo.


Na jogabilidade não existem diferenças, mas tudo o que fazemos melhora com a nova fluidez do jogo. Se estão à espera de novas opções de controlo, a verdade é que não existem, pois o foco está na melhoria gráfica e na resultante melhoria na jogabilidade que os 60fps oferecem. O resultado final é um jogo que poderia oferecer mais, mas que ao mesmo tempo é a edição definitiva de um jogo que claramente precisava de ter esta fluidez para ser um desafio ainda mais impressionante, coerente e preciso. Se são fãs de Dark Souls ou se nunca jogaram mas querem experimentar, esta é a edição a ter.


Jogabilidade - 89
Gráficos - 81
Som - 91

Enredo - 83

NOTA FINAL - 88

Luís Pinto

terça-feira, 20 de março de 2018

NI NO KUNI 2 - Análise




Developer: Bandai Namco

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow

O primeiro Ni No Kuni foi uma obra prima do seu género, sendo um dos melhores JRPGs desta década. Agora chega às lojas Ni No Kuni 2 e a expectativa é alta. Mas será que consegue corresponder?

Começando pela parte sonora, Ni No Kuni 2 apresenta uma banda sonora de sonho e efeitos sonoros de boa qualidade. O trabalho de vozes fica abaixo do que se espera para um jogo desta qualidade e tal afeta o jogo globalmente em termos sonoros. No entanto, a fantástica banda sonora, uma das melhores do ano até agora, ajuda a melhorar todo o jogo, principalmente nos momentos de batalha ou de maior carga emocional, algo muito necessário neste género.



Na parte gráfica é um jogo bem conseguido, com um design bastante anime mas bastante diversificado, com cenários distintos e cheios de detalhe e de identidade. É fácil identificar certas características que tornam alguns cenários únicos. A isso junta-se um bom conjunto de cut-scenes e sinceramente gostava que fossem muitas mais a preencher este jogo.

Ainda na parte gráfica, agradou-me bastante o ritmo desta sequela. O jogo está rápido, sem quebras e com uma atmosfera a um bom nível. As batalhas, bastante mais intensas em termos de ritmo, apresentam-se sem falhas, sem quebras e ajudam este novo sistema de combate a ser um dos melhores aspetos do jogo.

A jogabilidade, que também ganha bastante com este novo ritmo, apenas peca por, em alguns momentos do jogo, ser demasiado fácil. Foram vários os momentos em que acreditei estar perante um temível inimigo que me faria suar, mas depois a batalha foi muito mais fácil do que o jogo deu a entender no início ao criar toda uma atmosfera que nos fazia antever algo mais.



Uma das surpresas mais agradáveis deste jogo é o facto de agora termos de ajudar à construção do reino, oferecendo ao jogo muito mais estratégia e necessidade de gestão de recursos e tempo. Apreciei bastante a possibilidade de criarmos o nosso reino, escolhendo construções, estudando as necessidades do povo e do reino, levando a uma brutal sensação de satisfação quando tudo começa a encaixar e a correr bem.



Sendo um JRPG, o enredo é essencial, e aqui, durante as mais de 40 horas de jogo, teremos momentos altos e outros baixos. O nosso personagem principal tem o carisma e os valores morais que nos faz querer avançar, mas desde o início a história parece demasiado simples. Pelo meio começam a aparecer algumas surpresas que tornam a narrativa mais adulta, o que foi uma agradável surpresa porque durante algum tempo pareceu-me que estava perante um jogo mais juvenil. Lentamente, o enredo toca em algumas questões morais e filosóficas que me espantaram pela forma como foram abordadas e também porque o jogo não parecia ir nessa direção. Infelizmente, este enredo poderia ter sido ainda melhor se as personagens secundárias tivessem sido melhor exploradas. No fim, a sensação que permanece é que queremos saber muito mais sobre estes personagens que nos acompanharam. Os bons e memoráveis JRPGs costumam ter um bom conjunto de personagens que aos poucos vamos conhecendo, com os seus passados, traumas, crenças, objetivos, etc... aqui tal aprofundar falha um pouco, tornando a história menos abrangente do que seria de esperar.

Globalmente, Ni No Kuni 2 é um bom jogo, mas viverá na sombra do jogo anterior, algo que já se esperava pois seria muito difícil atingir a qualidade do primeiro. Em alguns aspetos até consegue superar o jogo anterior, mas a história do primeiro Ni No Kuni faz a diferença. No entanto, se gostam do género, Ni No Kuni 2 irá oferecer-vos mais de 40 horas de diversão e vale a pena ser jogado se JRPGs é o vosso género de eleição! 


Jogabilidade - 81
Gráficos - 80
Som - 86

Enredo - 78

NOTA FINAL - 83

Luís Pinto






sexta-feira, 6 de outubro de 2017

PROJECT CARS 2 - Análise

Editora: Bandai Namco

Consola:
  • PlayStation 4 Pro
  • Razer Raiju Controller
  • Razer Leviathan Sound System

PC:
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma
  • Monitor AOC U3277PWQU

Mobile:
  • LAIQ Glow



Num ano que promete vários jogos de corridas com grande qualidade, Project CARS 2 quer demonstrar que não tem rival! Depois de um primeiro jogo que surpreendeu, será este o grande Rei da condução?

Foi já nesta geração de consolas que um simulador de corridas apareceu com um nome que se tornaria famoso no meio dos gigantes que dominavam o setor. Project CARS apareceu e a surpresa foi enorme. Estávamos perante um grande jogo. Agora, com maior orçamento e grandes ambições, Project CARS 2 chegou e tenta ser o melhor do mercado. Será que consegue?

O que salta de imediato à vista são os gráficos. Project CARS 2 está fantástico, com pistas cheias de vida, cor e bons efeitos de luz e sombras. Sem quebras, mesmo nas corridas com vários adversários, Project CARS 2 está muito bem na PS4 e deslumbra ainda mais na PS4 Pro, onde os 4K estão muito bem conseguidos e consistentes. As pistas e carros estão muito bons em todos os sentidos, principalmente nos detalhes e na vida que apresentam. No entanto o destaque irá sempre para a meteorologia, que apresenta uma dinâmica fantástica. Ver os vários efeitos climatéricos é um dos melhores momentos deste jogo, quer seja a nevar, a chover ou num belo pôr do sol. Tudo isto de forma dinâmica e capaz de nos surpreender e obrigar a mudar de estratégia, e muitas vezes de pneus.



Com toda esta capacidade gráfica, o ambiente criado está capaz de nos levar a grandes momentos de adrenalina, principalmente porque perante uma forte chuvada, os gráficos consegue recriar as dificuldades que teríamos na realidade. De uma forma geral, estes estão claramente, entre os melhores efeitos climatéricos que já vimos.

No entanto, o ambiente na pista não poderia estar completa sem um bom conjunto de efeitos sonoros e aqui Project CARS 2 brilha como nenhum outro. É bastante provável que nenhum outro jogo de condução tenha conseguido recriar os efeitos sonoros que motores, pneus e meteorologia aqui apresentam. Coloquem o vosso sistema de som a funcionar e preparem-se para sentirem o poder de alguns motores destes carros. Quase perfeito.


Depois vem o que é mais importante: a jogabilidade, e, tal como se esperava, Project CARS 2 demonstra uma qualidade que poucos podem alcançar. A resposta dos carros está quase perfeita. Sente-se as reações do carro, o atrito do vento e das pistas, existindo todo um feedback feito pelo jogo a todas as nossas ações. Claro que em relação a tudo o que acontece dentro de pista, existem algumas falhas, como por exemplo a inteligência artificial que por vezes apresenta falhas. Todavia, não é algo que aconteça vezes suficientes para ser uma falha grave no jogo.

Para além disso, Project CARS 2 melhora nos modos de jogo, mas sem que seja uma melhoria significativa. Contudo, o destaque vai para o modo carreira e para o modo de criação em que poderemos usar e abusar de tudo o que o jogo nos pode oferecer. Escolham uma pista nas montanhas com um pôr do sol e quererão parar a meio para verem os cenários. Escolham uma pista no deserto com neve a cair. É um mundo de possibilidades.



Claro que o modo carreira é o local onde iremos estar mais horas na parte offline. Com umas ajudas para que a afinação do nosso carro seja feita de forma mais imediata e intuitiva, caberá a nós toda a estratégia dentro de pista, com destaque para formas de abordar o clima e a afinação para melhorar a performance do carro. Apesar de muito neste jogo ser para nos ajudar, o desafio está em retirarmos, lentamente, as ajudas que temos, e com isso começarmos a ter uma condução cada vez mais real. O resultado final é um desafio brutal que vos levará a treinar e treinar em busca da perfeição.

Project CARS 2 não é um jogo perfeito, mas está perto. Os seus defeitos são fáceis de se perceber mas não têm peso suficiente para lhe retirar a enorme qualidade que tem em tudo o que faz dentro das pistas. Forza e Gran Turismo têm de ficar atentos, porque Project CARS 2 elevou a fasquia.

Jogabilidade - 90
Gráficos - 91
Som - 96
NOTA FINAL - 92



Luís Pinto